terça-feira, 10 de julho de 2018
About Time.
I wake up fine and dandy but then by the time I find it handy to rip my heart apart, I start planning my crash landing.
Eu quero viver tudo de novo.
Eu senti muito medo nos últimos tempos, mas eu quero. Quero sentir a adrenalina nas minhas veias. Quero sentir a incerteza com aquele fundo de certeza. Que mesmo que não seja pra sempre, vai fazer uma diferença. Como a última vez fez. Uma enorme diferença que nunca vai ter borracha que apague.
Mas não foi pra sempre. Eu nunca tive certeza, pelo jeito. Apenas levei, me apeguei e fui.
Mas tem que ter um novo capítulo, né?
Eu quero passar um dia todo esperando o celular tocar e sorrir como besta quando acontecer. Quero poder sentir a ansiedade de outro mundo misturada com insegurança ao conhecer os pais dela. E que haja uma reciprocidade que eu nunca jamais senti. Que haja amor! Que haja uma extensão da minha tão pequena família. E que seja trocado afeto e carinho. Coisas que não custam, mas significam demais.
Quero conhecer cada história e quero contar cada uma das minhas. Quero mostrar cada uma das minhas músicas favoritas e explicar o porquê de cada uma. Quero assistir Glee e How I Met Your Mother tudo de novo junto.
Quero ter completa noção de tudo que eu farei. Não pisar na bola. Ser tudo e mais.
Quero imaginar e construir um amanhã lindo e diferente. Quero sentir a mais pura das alegrias ao ver seu sorriso. Quero aceitar seus defeitos e encontrar beleza neles.
Quero viagens pra lugares novos, criando novas memórias.
Quero a Marinne Suri. Mais que tudo! É o desejo mais forte dentro de mim. Sempre foi, sempre vai ser.
Quero acordar todos os dias pensando no quanto eu sou grato por ter você ao meu lado.
Quero um dia te mostrar esse texto e dizer: "eu não fazia ideia do que estava por vir."
domingo, 17 de junho de 2018
I'm counting to ten and I'm feeling alright
4 anos depois, estou aqui de volta.
Tanta coisa aconteceu. Mas tanta.
A última vez que escrevi aqui era um garoto de 15 anos, trabalhando 8 horas por dia, ganhando 500 reais por mês, lutando pra conseguir ir pra escola e sem nenhuma perspectiva positiva de vida ou amor, chorando pelo fim do My Chemical Romance.
Hoje estou na minha segunda temporada de moradia nos estados unidos, depois de ter conhecido quase todos os meus ídolos, vivido todas as loucuras imagináveis e com um ótimo trabalho que me possibilita viver tudo isso. Com muito mais tranquilidade.
Também vivi um amor. Um amor intenso. Verdadeiro. Complicado.
Nenhuma dessas coisas sequer passou pela minha cabeça anos atrás. A minha infelicidade de hoje era o sonho impossível de quatro anos atrás.
Mesmo tendo essa vida diferente e nova, muito melhor, quatro anos depois, encontrei motivo pra vir escrever aqui de novo. Nessa url que tanto me serviu de ferramenta emocional.
Escrevo isso enquanto uma estranha usa minha banheira. Algum motivo pra isso? Nenhum. Apenas ser legal. Acho que eu tento isso até demais. Será que meu texto de quatro anos atrás sobre tentar parecer feliz, mas falhar, ainda está correto?
Eu tenho vivido igual o skatista num half pipe. Dando o máximo de si pra se manter equilibrado enquanto passa pelo chão e tentando fazer o melhor nos poucos segundos no ar, vivendo.
E eu tenho medo. Medo de viver o que vivi um pouco de tempo após a minha última postagem aqui.
Medo daquele sentimento esmagador e sufocante. Medo daquela necessidade absurda de pertencer.
Medo de perder a auto-apreciação que tanto lutei pra construir nos últimos tempos. O senso de limite.
Saber quando perder. Saber quando deixar pra lá.
Até que ponto é um medo irracional? Afinal, já aconteceu antes. Claro que cada situação é diferente e eu mudei muito.
Eu tomei a decisão que deveria ter tomado. Hoje eu estou certo disso. Mas será que vou estar?
Afinal é fácil estar certo de uma decisão arriscada quando os seus arredores garantem sua segurança emocional. Quando os próximos acontecimentos anestesiarão qualquer dor.
Mas e quando tudo isso passar? Será que ainda vou estar tão seguro de tudo isso? Será que não vai parecer uma decisão mal pensada e inconsequente?
Eu tenho batalhado bastante com meus sentimentos. Tenho agido na hora certa. Sabe quando você tá tentando ver quanto tempo consegue ficar com a cabeça debaixo d'água, admite que não dá mais pra ficar assim, então toma uma atitude e volta pra superfície? Até agora tem dado certo. Até agora tenho voltado pra superfície a tempo de não me afogar nos meus próprios pensamentos e sentimentos.
Mas sabe aquele mínimo segundo que te deixa totalmente sem ar e te faz tomar a decisão de voltar? Esse segundo é a grande amostra do que está por vir caso você não lute contra a situação. E aí, as coisas complicam. Porque você sabe exatamente como vai se sentir caso sua força uma hora acabe.
E não tem sentimento pior. Afinal é fácil voltar pra superfície estando cheio de boias e cordas prontas pra te puxar de volta.
E quando você estiver solto e sem aparato? Como faz pra voltar? Ou simplesmente se deixa afogar e espera boiar, eventualmente?
Muitas perguntas, pouquíssimas respostas.
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