Eu não gosto de me sentir impotente. Eu não gosto da sensação de pequenos grãos de areia deslizando por entre meus dedos.
Todas as minhas idealizações me passam a necessidade de querer que os outros também sejam assim. Esse é um erro meu, mas por um lado não.
Eu odeio, me destrói, me machuca, me desaba ver uma pessoa especial pra mim largada, jogada ao mundo das banalidades químicas, achando que é tudo muito divertido, e me incentivando a fazer o mesmo. Relutante, eu sei que não devo, e não quero, porém a cada afirmação de que não acontecerá nada, de que não fará mal, é como se fosse uma facada em meus punhos, me impossibilitando de tomar alguma atitude.
Eu sei o fim que isso tem.
Eu à beira de um terno de madeira, pensando que se ele tivesse me ouvido, nada disso teria acontecido...
Me dói, me dá a sensação de estar sendo afogado...
Meu melhor amigo...
Tenho raiva da banalidade das pessoas...Vivendo em suas redomas ilusórias de idéias deturpadas sobre quem são as pessoas que você lida e como você lida...Essas pessoas que você tanto admira são pessoas de carne e osso, e com certeza, toda certeza, se deprimem com a banalidade que vocês exprimem...Tenho raiva...Mensagens de apoio sempre são bem-vindas...Mas ao invés de demonstrar compreensão, demonstram sua mente reduzida...
Gosto de ajudar meus amigos, mostrar o caminho certo, mas parece que existe um abismo entre minha intenção e a capacidade de absorção deles...
Aquela nostalgia de lembrar de musicas torpes e repetitivas em saídas de clubes noturnos e te fazer pensar na missão que você está enfrentando...Tudo o que você sempre procurou, tudo o que você sempre sonhou toma outra dimensão e passa da zona de conforto, se tornando algo vitalício.
E de repente, o que era uma coisa distante na sua mente, ilusória e pré-adolescente, se torna algo próximo, real e adulto.
E você fica imaginando os motivos. Nada é por acaso. Todo o sofrimento por conta disso não é por nada, você não passou por tudo isso por nada.Há uma razão pra você estar onde está.
Mas você ainda não descobriu.
E talvez nunca descubra.
E talvez isso tudo pareça muito confuso, mas pra mim faz sentido, sentido imenso.
Idéias misturadas com sentimentos de ansiedade e tristeza, se juntando às esperanças e descasos...
Esse sou eu, esse é você.
E uma frase toma conta da minha mente cheia de incertezas e pseudo-certezas.
"Saiba amigo, a única resposta agora, a gente morre sozinho"
Nathan, não fiquei surpresa com o que li agora, pois sempre acreditei no seu potencial, e pude confirmar em seu texto. Continue assim, nunca desista, pois apesar de nós morrermos sozinhos, em vida, estamos sempre juntos...rs
ResponderExcluirsua amiga
Cintia
Muito perfeito!! Amei!! Lindo demais!! Amei o texto!! Parabéns!!
ResponderExcluirAnne