domingo, 17 de junho de 2018
I'm counting to ten and I'm feeling alright
4 anos depois, estou aqui de volta.
Tanta coisa aconteceu. Mas tanta.
A última vez que escrevi aqui era um garoto de 15 anos, trabalhando 8 horas por dia, ganhando 500 reais por mês, lutando pra conseguir ir pra escola e sem nenhuma perspectiva positiva de vida ou amor, chorando pelo fim do My Chemical Romance.
Hoje estou na minha segunda temporada de moradia nos estados unidos, depois de ter conhecido quase todos os meus ídolos, vivido todas as loucuras imagináveis e com um ótimo trabalho que me possibilita viver tudo isso. Com muito mais tranquilidade.
Também vivi um amor. Um amor intenso. Verdadeiro. Complicado.
Nenhuma dessas coisas sequer passou pela minha cabeça anos atrás. A minha infelicidade de hoje era o sonho impossível de quatro anos atrás.
Mesmo tendo essa vida diferente e nova, muito melhor, quatro anos depois, encontrei motivo pra vir escrever aqui de novo. Nessa url que tanto me serviu de ferramenta emocional.
Escrevo isso enquanto uma estranha usa minha banheira. Algum motivo pra isso? Nenhum. Apenas ser legal. Acho que eu tento isso até demais. Será que meu texto de quatro anos atrás sobre tentar parecer feliz, mas falhar, ainda está correto?
Eu tenho vivido igual o skatista num half pipe. Dando o máximo de si pra se manter equilibrado enquanto passa pelo chão e tentando fazer o melhor nos poucos segundos no ar, vivendo.
E eu tenho medo. Medo de viver o que vivi um pouco de tempo após a minha última postagem aqui.
Medo daquele sentimento esmagador e sufocante. Medo daquela necessidade absurda de pertencer.
Medo de perder a auto-apreciação que tanto lutei pra construir nos últimos tempos. O senso de limite.
Saber quando perder. Saber quando deixar pra lá.
Até que ponto é um medo irracional? Afinal, já aconteceu antes. Claro que cada situação é diferente e eu mudei muito.
Eu tomei a decisão que deveria ter tomado. Hoje eu estou certo disso. Mas será que vou estar?
Afinal é fácil estar certo de uma decisão arriscada quando os seus arredores garantem sua segurança emocional. Quando os próximos acontecimentos anestesiarão qualquer dor.
Mas e quando tudo isso passar? Será que ainda vou estar tão seguro de tudo isso? Será que não vai parecer uma decisão mal pensada e inconsequente?
Eu tenho batalhado bastante com meus sentimentos. Tenho agido na hora certa. Sabe quando você tá tentando ver quanto tempo consegue ficar com a cabeça debaixo d'água, admite que não dá mais pra ficar assim, então toma uma atitude e volta pra superfície? Até agora tem dado certo. Até agora tenho voltado pra superfície a tempo de não me afogar nos meus próprios pensamentos e sentimentos.
Mas sabe aquele mínimo segundo que te deixa totalmente sem ar e te faz tomar a decisão de voltar? Esse segundo é a grande amostra do que está por vir caso você não lute contra a situação. E aí, as coisas complicam. Porque você sabe exatamente como vai se sentir caso sua força uma hora acabe.
E não tem sentimento pior. Afinal é fácil voltar pra superfície estando cheio de boias e cordas prontas pra te puxar de volta.
E quando você estiver solto e sem aparato? Como faz pra voltar? Ou simplesmente se deixa afogar e espera boiar, eventualmente?
Muitas perguntas, pouquíssimas respostas.
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Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirÉ de sua autoria essa publicação? Hoje vim aqui rever meu passado, na qual lia bastante suas publicações. Já formamos uma parceria há anos atrás (Sou dono da página "Terror Fatal) e fazia tempo que não vinha por aqui
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